- O grupo registou um lucro de 125 milhões de dólares no segundo trimestre do ano, num contexto marcado por um aumento significativo do preço dos combustíveis. A companhia alcançou uma margem operacional de 5,4% e receitas de 4,183 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento de 28% face ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, os custos associados ao combustível aumentaram 93,1% em comparação com o segundo trimestre de 2025.
- No âmbito da apresentação destes resultados, a LATAM anunciou também a primeira fase da integração das aeronaves Embraer E195-E2 na sua frota. Entre novembro de 2026 e março de 2027, está prevista a entrada em operação de até 14 aeronaves, que irão operar 42 rotas e acrescentar quatro novos destinos: Cabo Frio (Rio de Janeiro), Ji-Paraná (Rondónia), Macaé (Rio de Janeiro) e Rondonópolis (Mato Grosso).

A diversificação do seu ecossistema, a flexibilidade comercial e o crescimento tanto do segmento Premium como do programa de fidelização LATAM Pass impulsionaram as receitas e reforçaram a competitividade do grupo a longo prazo.Durante o segundo trimestre, a LATAM transportou 21,1 milhões de passageiros e aumentou a sua capacidade consolidada em 8,9%. O segmento internacional cresceu 11,8%, enquanto a capacidade doméstica da LATAM Airlines Brasil aumentou 5,7% e as operações domésticas das filiais no Chile, Colômbia, Equador e Peru cresceram 5,3%. O fator de ocupação manteve-se em níveis sólidos, atingindo os 81,8%.
«Os resultados do segundo trimestre demonstram a solidez estrutural do grupo, bem como o valor da nossa proposta para os clientes e a nossa capacidade para operar num ambiente volátil e incerto», afirmou Ricardo Bottas, diretor financeiro (CFO) do LATAM Airlines Group.
O responsável acrescentou que «o grupo mantém o seu firme compromisso com a execução disciplinada de uma estratégia de crescimento rentável. O modelo de negócio diversificado da LATAM — assente nas receitas provenientes do segmento Premium, nos negócios integrados de carga e fidelização e numa sólida posição financeira — permitiu manter a rentabilidade mesmo durante um trimestre sazonalmente mais fraco e sob pressões sem precedentes resultantes da forte subida do preço dos combustíveis».
Por sua vez, o LATAM Pass atingiu os 56 milhões de membros e continuou a reforçar a relação com os seus clientes. Sessenta e sete por cento das receitas do transporte de passageiros foram geradas por membros do programa e o número de clientes com estatuto Elite aumentou 26% em termos homólogos.
Sólida posição financeira
A LATAM gerou um fluxo de caixa operacional ajustado de 473 milhões de dólares durante o trimestre e terminou junho com uma posição de caixa de 2,651 mil milhões de dólares. Incluindo as linhas de crédito comprometidas e integralmente disponíveis, a liquidez total ascendeu a 4,226 mil milhões de dólares, o equivalente a 26,2% das receitas obtidas nos últimos doze meses.A alavancagem líquida ajustada situou-se em 1,5 vezes, abaixo do limite de 2,0 vezes estabelecido na política financeira do grupo.
Recentemente, os acionistas aprovaram um novo programa de recompra de ações correspondente a até 5% do capital em circulação, que poderá ser executado ao longo de um período máximo de cinco anos. O Conselho de Administração decidirá o momento do seu lançamento, bem como o mecanismo e as condições de execução, em conformidade com a legislação chilena aplicável.
Crescimento da frota, maior conectividade e entrada em operação dos Embraer E195-E2
Durante o segundo trimestre, a LATAM recebeu nove aeronaves, entre as quais dois aviões de fuselagem larga, e terminou o período com uma frota de 383 aeronaves. Além disso, a LATAM Airlines Brasil anunciou a primeira fase da entrada em operação da sua frota de aeronaves Embraer E195-E2, um marco que reflete a estratégia do grupo de continuar a investir no país com uma visão de longo prazo.
Entre novembro de 2026 e março de 2027, serão incorporadas até 14 aeronaves, que irão operar 42 rotas e acrescentar quatro novos destinos: Cabo Frio (Rio de Janeiro), Ji-Paraná (Rondónia), Macaé (Rio de Janeiro) e Rondonópolis (Mato Grosso). Como resultado, a LATAM Airlines Brasil passará a servir 67 destinos domésticos, face aos 44 que operava em 2019, constituindo a rede doméstica mais extensa da sua história. Este investimento reforça a conectividade, melhora a experiência dos clientes e torna a operação mais eficiente e sustentável.
Além disso, a companhia está já a avaliar a incorporação de até 18 novos destinos numa segunda fase de expansão prevista para 2027, à medida que a Embraer proceda à entrega de novas aeronaves. Esta iniciativa demonstra, uma vez mais, a confiança da LATAM no potencial do mercado brasileiro e o seu compromisso de ligar um número crescente de brasileiros ao seu país e ao resto do mundo.
Perspetivas para 2026
A LATAM atualizou as suas perspetivas para 2026. Tendo em conta a informação recolhida durante o último trimestre e uma maior visibilidade sobre o desempenho esperado, o grupo voltou a divulgar a totalidade dos parâmetros das suas previsões, incluindo capacidade e receitas.A companhia prevê aumentar a sua capacidade entre 9% e 10% face a 2025.
Adicionalmente, estima alcançar um EBITDA ajustado entre 4,1 e 4,4 mil milhões de dólares, uma liquidez no final do exercício igual ou superior a 4,7 mil milhões de dólares e uma alavancagem líquida ajustada igual ou inferior a 1,6 vezes.A atualização destas perspetivas reflete um cenário mais favorável para o preço dos combustíveis até ao final do ano, comparativamente às previsões anteriores, e evidencia a consistência da execução da estratégia da LATAM, bem como a resiliência do seu modelo de negócio.
SOBRE O GRUPO LATAM
O LATAM Airlines Group e as suas afiliadas constituem o principal grupo aéreo da América Latina, com presença em cinco mercados domésticos da região — Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru — bem como operações internacionais dentro da América Latina e para a Europa, Oceânia, África, Estados Unidos e Caraíbas. O grupo opera uma frota de aviões Boeing 767, 777 e 787, bem como os modelos Airbus A321, A321neo, A320, A320neo e A319.
A LATAM Cargo Chile, a LATAM Cargo Colombia e a LATAM Cargo Brasil são as subsidiárias de carga do Grupo LATAM; para além de utilizarem os porões de carga das aeronaves de passageiros das companhias do grupo, operam uma frota combinada de 21 cargueiros. Estas subsidiárias de carga utilizam as aeronaves de passageiros do grupo e operam na rede do Grupo LATAM, bem como em rotas internacionais de carga dedicadas. Além disso, oferecem infraestruturas modernas e uma vasta gama de serviços e opções de atendimento ao cliente para satisfazer as necessidades dos seus clientes.
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